O Jardim Botânico de Curitiba, com sua icônica estufa e vasta variedade de plantas e flores, é um destino altamente procurado por turistas e moradores, especialmente durante as férias escolares. Este mês de julho, uma nova atração se destaca: a exposição “Fauna Ameaçada é Fauna a Ser Salva”, localizada na Galeria das Quatro Estações. Essa mostra oferece uma experiência visual única, reunindo fotografias de 33 espécies ameaçadas de extinção, apresentando não apenas a beleza dessas criaturas, mas também a urgência da conservação da biodiversidade paranaense.
Essa iniciativa é inspirada na mais recente edição do Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção do Paraná, que foi lançado em formato digital pelo Governo do Estado em 2023. O livro e a exposição servem como um poderoso convite à reflexão sobre a importância de proteger nossa fauna local e a biodiversidade como um todo. Não se trata apenas de um evento fotográfico, mas de uma convocação para o reconhecimento e a proteção das espécies que estão em risco.
Exposição com 33 espécies ameaçadas atrai visitantes ao Jardim Botânico de Curitiba
A exposição “Fauna Ameaçada é Fauna a Ser Salva” não é apenas uma coleção de imagens; é um testemunho do nosso tempo e da necessidade urgente de conservar a natureza. Durante a mostra, os visitantes são impactados por fotografias que capturam a essência de cada animal ameaçado. As imagens são um lembrete poderoso do que está em jogo, estimulando o público a pensar sobre como suas ações podem impactar o meio ambiente.
Felipe Ricardo, um paulista que visitou a exposição, compartilhou sua impressão: “Gostei muito, principalmente por retratar os animais em extinção e alertar sobre os cuidados necessários. Mostra o que pode acontecer se não agirmos.” Este depoimento encapsula a essência da exibição. Através das lentes de fotógrafos talentosos, os animais ganham vida e urgência, como se estivessem implorando por ajuda.
A sergipana Patrícia Dantas, que se mudou para Curitiba há um ano e meio, também foi tocada pela proposta. Ela vislumbrou a importância da exposição em provocar mudanças na mentalidade das pessoas: “Acredito que ela pode provocar mudanças na forma como as pessoas pensam o meio ambiente.” A exposição faz um trabalho incrível ao educar o público sobre a importância da conservação e a relação intrínseca entre os seres humanos e a natureza.
Valdete Andrade Santos, que estava visitando Curitiba pela primeira vez, comentou sobre a relevância das imagens expostas: “Essas fotografias ajudam as pessoas a identificarem o que existe na cidade e no Estado, valorizando a fauna local.” A importância de tornar a fauna local reconhecível não pode ser subestimada. Muitas vezes, o desconhecimento leva à indiferença, e eventos como esse ajudam a mudar essa narrativa.
A mostra, promovida pelo Governo do Estado por meio da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest) e do Instituto Água e Terra (IAT), ficará aberta ao público até 3 de agosto, com entrada gratuita. O horário permite que visitantes de todas as idades desfrutem dessa incrível experiência diariamente, das 6h às 19h30. Essa acessibilidade é uma estratégia vital para aumentar a conscientização e o envolvimento da comunidade na conservação ambiental.
Rede de proteção ativa
Além das imagens que sensibilizam os visitantes, a exposição também destaca o trabalho da rede de apoio à fauna silvestre do Paraná, coordenada pelo IAT. Esse aplicativo é vital para a preservação da fauna local e desempenha um papel crucial na reabilitação e resgate de animais em situações de risco. Entre janeiro e abril de 2025, a rede, que envolve diversas instituições, conseguiu realizar a reabilitação de 1.483 animais. Este número impressionante corresponde a 40% de todos os atendimentos realizados em 2024, o que demonstra a eficácia dessa estrutura.
Para muitos, a exibição serve como um chamado à ação para apoiarmos essas iniciativas. Preservar a fauna local não é apenas uma responsabilidade do governo ou de ONGs; é uma tarefa que envolve toda a sociedade. O envolvimento da população, seja através de doações, voluntariado ou mesmo simplesmente divulgando esses problemas, é essencial para criar um futuro sustentável.
É importante destacar que a proteção da fauna vai além do simples cuidado em ambientes controlados. Muitas vezes, ajuda em situações de emergência é necessária. Os cidadãos são encorajados a denunciar casos de maus-tratos, tráfico ou cativeiro ilegal. Para isso, o Instituto Água e Terra possui um canal de Ouvidoria, além de parcerias com a Polícia Militar do Paraná e o Disque Denúncia 181. Quanto mais informações forem repassadas sobre o local e as condições dos animais, mais ágil será o atendimento e a resolução dos problemas.
Como denunciar
Um aspecto vital da preservação da biodiversidade é garantir que as vozes dos animais em situação de vulnerabilidade sejam ouvidas. Portanto, aprender a denunciar é uma habilidade que todos devemos ter. Se você notar um animal ferido ou em situação de maus-tratos, é crucial saber como agir. Para isso, existem várias opções disponíveis à população:
- Ouvidoria do Instituto Água e Terra (IAT): Este é o primeiro passo para relatar casos. A equipe do IAT é treinada para lidar com emergências e pode iniciar o processo de assistência rapidamente.
- Polícia Militar do Paraná: A Polícia Militar também pode intervir em casos de crime ambiental, e sua colaboração é muitas vezes necessária quando há situações de risco.
- Disque Denúncia 181: Este serviço é uma linha direta para denúncias anônimas, o que pode encorajar mais pessoas a relatar abusos sem medo de represálias.
As informações que você pode fornecer, como localização e detalhes sobre a condição do animal, são essenciais para uma resposta rápida e eficaz.
Perguntas frequentes
A seguir, respondemos algumas perguntas comuns sobre a exposição e sobre a proteção da fauna em Curitiba.
Que tipos de animais estão representados na exposição?
A exposição apresenta 33 espécies ameaçadas de extinção no Paraná, abrangendo uma variedade de mamíferos, aves e répteis que enfrentam riscos devido à perda de habitat, caça, e outras ameaças.
Qual é o impacto da exposição na conscientização ambiental?
A exposição serve como um poderoso meio de educação, sensibilizando os visitantes sobre a importância da conservação e como pequenas ações podem fazer uma diferença significativa na proteção da biodiversidade.
Quais são as principais ameaças à fauna silvestre no Paraná?
As principais ameaças incluem a desmatamento, urbanização descontrolada, caça ilegal e tráfico de animais, além das mudanças climáticas que afetam os habitats naturais.
Como posso ajudar a proteger a fauna local?
Você pode ajudar de várias maneiras, como evitando compras que impliquem em produtos oriundos do tráfico de animais, participando de iniciativas de conservação e, claro, denunciando casos de maus-tratos e tráfico.
A exposição é gratuita e precisa de agendamento prévio?
Sim, a exposição é gratuita e não é necessário agendar a visita. O Jardim Botânico está aberto diariamente, permitindo que todos tenham a oportunidade de conhecer essa importante iniciativa.
O que acontece com os animais resgatados pela rede de proteção?
Os animais resgatados são levados para centros de reabilitação, onde recebem cuidados médicos e apoio até que possam ser reintegrados ao seu habitat natural, sempre que possível.
Conclusão
A exposição “Fauna Ameaçada é Fauna a Ser Salva” no Jardim Botânico de Curitiba é um exemplo brilhante do poder da arte e da educação para transformar a conscientização sobre questões ambientais. Trata-se de um chamado à ação que não apenas destaca a beleza e a fragilidade da fauna paranaense, mas também convida todos nós a refletir sobre nossas responsabilidades como guardiões do planeta. Ao custo de um olhar, somos confrontados com a realidade das espécies ameaçadas e, ao mesmo tempo, inspirados a agir.
Visitar esta exposição é mais do que um passeio — é uma oportunidade de se conectar com a natureza e entender a importância da conservação. Cada um de nós pode fazer a diferença, seja através de uma simples visita a um espaço como este, seja defendendo a proteção de nossa fauna local. Ao fazermos isso, nos tornamos parte da rede de proteção que sustenta e preserva a rica biodiversidade desta região. Portanto, aproveite a visita ao Jardim Botânico de Curitiba e permita-se ser tocado por essas histórias de vida que clamam por nossa atenção.
